domingo, 8 de março de 2009

buenos aires és asi

A minha memória mais clara quando penso no modo que os argentinos se vestem remete à minha adolescência em Salvador, numa época que o peso era mais valorizado que a moeda nacional e eles andavam aos montes no bairro onde vivia. E, para os homens, era basicamente sempre a mesma combinação: bermuda, uma camisa básica com cara de velha e sandálias havaianas.

Para minha surpresa, essa não era a indumentária de praia dos argentinos. No verão de Buenos Aires, eles mantém a combinação, que, de certa forma, combina com o clima cosmopolita europeu da cidade. Talvez, daí, a gente possa tirar a primeira conclusão sobre o modo de vestir dos argentinos: casual e, ainda assim, vanguarda.

Procurar moda para homens nas ruas é sempre um pouco mais complicado que para mulheres. Às vezes tenho a sensação que o tempo que demora das tendências atingirem a rua, ou melhor, serem encontradas nas lojas é tão longo que as tendências enfraquecem mesmo antes de virar hit. Na Argentina, é um pouco diferente. A sensação é que os portenhos, pelo menos, são intensos consumidores da moda de vanguarda, de tendências, sem receios de ousar - o que, como sempre, os aproxima mais dos europeus.

Então, para começar um roteiro interessante pelas lojas legais de Buenos Aires, vale a pena conferir os brechós da Galeria Quinta Avenida (Av. Santa Fé, 1270) e, bem pertinho, a Galeria Bond Street (Av. Santa Fé, 1670), que é algo entre uma Ouro Fino e Galeria do Rock de lá.

Um dos orgulhos da cidade é o design, e no bairro de Palermo se concentram novos estilistas. Por lá, vale a pena ir na A.Y.Not Dead (Soler 4193, http://www.aynotdead.com.ar), que tem desde blasers bem cortados a t-shirts descolex. Também em Palermo, e a loja que más me gusto, chama-se The Beautiful Ones (http://www.thebeautifulones.com.ar/, Costa Rica 4737): trabalhando com pouquíssimas cores (a coleção que eu vi era basicamente monocromática), as roupas têm aquele clima nostalgico e, ainda assim, extremamente urbano e contemporâneo, algo como um indie-rocker sofisticado. Além dessas duas, que destaquei, vale a pena dar uma andada pelo bairro para descobrir. A calle Honduras é a Oscar Freire portenha.





Outra boa surpresa foi a C&A argentina. O que eu encontrei lá se aproximava, e muito, ao que se vende na rede H&M. De fato, a C&A da Argentina vende moda jovem e conectada com o que de fato está acontecendo. Apesar de pecar na parte de acessórios masculinos, as t-shits são interessantes e têm calças jeans bem cortadas a preços acessíveis. Também, na época de liquidação, ou rebajas, como dizem lá, dá pra encontrar coisas a preços incríveis. Aliás, os preços são outro atrativo de lá. Apesar de não ser muito mais barato, a diferença no câmbio entre o real e o peso dá uma ajudada para nosso bolso. E, aliás, em tempo de uma (dita) crise, apertar os cintos é indispensável.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CD novo, visual novo também!

Lily Allen (que a gente adora!) acaba de lançar seu segundo álbum, “It's Not Me, Its You”. A moça voltou com o som mais pop e com visual mais mulherzinha.

mais mulherzinha



Vestidos mais acinturados, mais curtos, saltinho e saltão, acessórios mais delicados. Assim como a falta da levada ska das suas músicas...os vestidos coloridos e os maxi-acessórios óoootimos que Lily Allen usava também deixarão saudade!

Lily Allen no tempo do ska

Os cabelos voltaram curtos, mas mudança de cabelo faz parte do currículo da moça. Quem não se lembra do loiro e do pink que ela já usou?




Cabelo, cabeleira...


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009